terça-feira, 29 de novembro de 2016

CRIME CONTRA A MULHER CRESCE ASSUSTADORAMENTE

Continua crescendo o número de mulheres mortas de forma violenta no Maranhão



Larissa, Flor de Maria, Mariana, Marlene, Raíssa, Vitória e Helenice, tem algo em comum, elas estão entre as mulheres que foram brutalmente assassinadas com requintes de crueldade Durante o mes de novembro em vários pontos do Maranhão. No inicio da noite do ultimo domingo (27), Helenice Cordeiro da Silva, foi agredida a socos e pontapés e depois morta com uma profunda facada na altura do pescoço que quase separa a cabeça do corpo. 

O acusado de cometer o crime foi preso em flagrante e identificado como Ismael da Conceição Silva, suposto namorado da vítima. O crime aconteceu no centro de Araguanã, cidade maranhense de 15 mil habitantes localizada às margens da BR 316 e distante 348 quilômetros de São Luís.

É assustador e revoltante que no mês em que entidades como o Fórum Maranhense de Mulheres, Fórum de Mulheres de Imperatriz, Rede Amiga da Mulher, Rede de Educação Integral, Conselho Municipal da Condição Feminina, Conselho Estadual da Mulher e Articulação de Mulheres Brasileiras articulados com instituições da sociedade civil e poder público nas comunidades, municípios e regionais do Maranhão, realizam nos dias 18 de novembro à 10 de dezembro a Campanha dos “16 Dias de Ativismo no Maranhão: combate à violência contra as mulheres, ocorram tantos assassinatos de mulheres no Maranhão.

Na terça-feira (22), a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) cobrou ações mais fortes do poder público no combate à violência contra a mulher.

No Plenário da Câmara, ela lembrou das ações que estão sendo realizadas em todo país da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” e enfatizou a necessidade do país firmar compromisso de diminuir o número de casos. Gama também sugeriu a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo escolar.

“Os órgãos de proteção ainda são ineficientes, pois deveriam funcionar de forma mais sincronizada. Precisamos de mais Delegacias e Varas especializadas nos estados brasileiros para tratar das mortes de mulheres e combater este tipo de atrocidade. Precisamos ter a inclusão deste tema no currículo escolar de nossas crianças e adolescentes, para que possam ter entendimento sobre a Lei Maria da Penha”, defendeu.

A parlamentar lamentou o número elevado de assassinatos de mulheres, principalmente os relacionados à violência doméstica. “Este mês de novembro foi protagonizado pelo assassinato quase diário de mulheres no Maranhão.

Eliziane enalteceu o trabalho da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados e a aprovação do projeto de tipificação do feminicídio no Brasil. E finalizou o discurso pedindo mais empenho dos estados e citou ainda dados que mostram que metade das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de agressão.

“Não podemos permitir que as mulheres continuem sendo brutalmente assassinadas. Venho aqui trazer a minha indignação e revolta pela falta de estruturação nos equipamentos de proteção à mulher. E pedir maior celeridade dos órgãos que já existem para a investigação destes crimes que tem tomado conta do nosso país”, concluiu.

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